10 de ago. de 2011

A história da imigração italiana no RS

Em 1870, o governo do Rio Grande do Sul criou colônias na região das Serras gaúchas e esperava-se atrair 40 mil imigrantes alemães, para que ocupassem a região.[2] Porém, as notícias de que os alemães estavam enfrentando problemas no Brasil fizeram com que cada vez menos imigrantes viessem do Império Alemão. Isso obrigou o governo a procurar por uma nova fonte de imigrantes: os italianos.[2] A partir de1875, chegaram os primeiros grupos, vindos de Piemonte e Lombardia, e depois do Vêneto,[3] e se instalaram nas colônias Conde d'Eu e Dona Isabel, que atualmente são as cidades de Garibaldi e Bento Gonçalves, respectivamente.[2] Ali eles passaram a viver da plantação de milho, trigo e outros produtos agrícolas, porém, a introdução do cultivo de vinho na região tornou a vinicultura a principal economia dos colonos italianos.

De 1875 à 1914, entre 80 a 100 mil italianos foram introduzidos no Rio Grande do Sul.[3] A colonização italiana foi efetuada no alto das serras, pois as terras baixas já estavam ocupadas pelos alemães. No decorrer do século XX, houve grandes migrações dentro do estado do Rio Grande do Sul. Muitas famílias italianas abandonaram as serras e se espalharam por todo o estado.

No alto das serras sulistas nasceu um Brasil peculiar. Os índios que habitavam a região foram expulsos de suas terras para dar espaço a chegada dos italianos. Ali, os imigrantes criaram vilarejos que remetem àqueles encontrados no norte da Itália. Nas regiões altas do Sul, surgiu um Brasil com influência italiana.